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A China quer os mares. Todos eles

O objetivo final desses piratas é conquistar o mundo
A China quer os mares. Todos eles
Membros da cúpula do Partido Comunista Chinês, À direita, Xi Jinping, presidente Foto: AP

A China quer os mares. Todos eles

https://brasilsemmedo.com/

Por Eduardo Meira·

A Solução Chinesa

No último dia 29 de julho, a marinha equatoriana entrou em estado de alerta ante a aproximação de uma frota de pesqueiros chineses com mais de 260 navios, operando a menos de 20 milhas náuticas da zona econômica exclusiva das Ilhas Galápagos, pertencente ao Equador. A preocupação se faz necessária, uma vez que a China é conhecida por sua pesca agressiva e predatória, desrespeitando completamente acordos internacionais – muitos dos quais assinados pela própria China.

A questão sobre as águas territoriais marítimas sempre foi assunto extremamente  complexo e acabou sendo regulada apenas em 1982, após três grandes conferências – a primeira em 1958, a Conferência sobre a Lei do Mar (Unclos I – United Nations Conference on the Law of the Sea),  a segunda em 1960 (Unclos II), e a terceira, e última, em 1973 (Unclos III), concluída apenas em 1982, com a assinatura da Convenção das Nações Unidas sobre a Lei do Mar, ou simplesmente Convenção da Lei do Mar. Essa convenção, que pode ser chamada de “Constituição” da governança dos mares, dispõe, em seus 320 artigos, entre outras coisas, sobre a largura da extensão de mar, desde a costa de um país (200 milhas náuticas, ou cerca de 370 quilômetros), que  será sua zona de exploração exclusiva. Nessa exclusividade estão incluídas a pesca, a mineração, a proteção ambiental e a proteção militar. Essa convenção é respeitada por quase todos os países do mundo, sendo a China um dos países que não a reconhecem.

O Partido Comunista Chinês enxerga no governo Trump um vácuo de liderança global. Essa visão fez com que Xi Jinping, líder do PCC e primeiro-ministro chinês, afirmasse recentemente: “Nenhum país pode se recolher à sua própria ilha. Vivemos em um mundo compartilhado e encaramos um destino compartilhado”. Ironicamente, a China é um dos países mais fechados do mundo.

Analistas globalistas corroboram a visão do PCC, vendo na política trumpista de “Os EUA em primeiro lugar” — que implicou, entre outras coisas, na saída daquele país do Acordo de Paris, da Parceria Transpacífico, da retirada do financiamento à OMS —, o fator gerador de um grande vácuo institucional que vem sendo ocupado pela China. São esses fatores que fazem com que o Partido Comunista Chinês deixe de lado a máxima do seu ex-líder Deng Xiaoping — segundo o qual o procedimento correto para a China seria: “Esconda sua força e espere pacientemente pela oportunidade”  —, e assuma uma postura extremamente agressiva, colonialista e imperialista com relação ao mundo, anunciando  que chama de “Solução Chinesa”. Segundo Xi Jinping, “o Partido Comunista e o povo chinês têm condições de oferecer ao mundo uma solução chinesa para a busca da humanidade por instituições sociais melhores”. E os mares são parte crucial nessa visão de mundo...

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Por Eduardo Meira·

A Solução Chinesa

No último dia 29 de julho, a marinha equatoriana entrou em estado de alerta ante a aproximação de uma frota de pesqueiros chineses com mais de 260 navios, operando a menos de 20 milhas náuticas da zona econômica exclusiva das Ilhas Galápagos, pertencente ao Equador. A preocupação se faz necessária, uma vez que a China é conhecida por sua pesca agressiva e predatória, desrespeitando completamente acordos internacionais – muitos dos quais assinados pela própria China.

A questão sobre as águas territoriais marítimas sempre foi assunto extremamente  complexo e acabou sendo regulada apenas em 1982, após três grandes conferências – a primeira em 1958, a Conferência sobre a Lei do Mar (Unclos I – United Nations Conference on the Law of the Sea),  a segunda em 1960 (Unclos II), e a terceira, e última, em 1973 (Unclos III), concluída apenas em 1982, com a assinatura da Convenção das Nações Unidas sobre a Lei do Mar, ou simplesmente Convenção da Lei do Mar. Essa convenção, que pode ser chamada de “Constituição” da governança dos mares, dispõe, em seus 320 artigos, entre outras coisas, sobre a largura da extensão de mar, desde a costa de um país (200 milhas náuticas, ou cerca de 370 quilômetros), que  será sua zona de exploração exclusiva. Nessa exclusividade estão incluídas a pesca, a mineração, a proteção ambiental e a proteção militar. Essa convenção é respeitada por quase todos os países do mundo, sendo a China um dos países que não a reconhecem.

O Partido Comunista Chinês enxerga no governo Trump um vácuo de liderança global. Essa visão fez com que Xi Jinping, líder do PCC e primeiro-ministro chinês, afirmasse recentemente: “Nenhum país pode se recolher à sua própria ilha. Vivemos em um mundo compartilhado e encaramos um destino compartilhado”. Ironicamente, a China é um dos países mais fechados do mundo.

Analistas globalistas corroboram a visão do PCC, vendo na política trumpista de “Os EUA em primeiro lugar” — que implicou, entre outras coisas, na saída daquele país do Acordo de Paris, da Parceria Transpacífico, da retirada do financiamento à OMS —, o fator gerador de um grande vácuo institucional que vem sendo ocupado pela China. São esses fatores que fazem com que o Partido Comunista Chinês deixe de lado a máxima do seu ex-líder Deng Xiaoping — segundo o qual o procedimento correto para a China seria: “Esconda sua força e espere pacientemente pela oportunidade”  —, e assuma uma postura extremamente agressiva, colonialista e imperialista com relação ao mundo, anunciando  que chama de “Solução Chinesa”. Segundo Xi Jinping, “o Partido Comunista e o povo chinês têm condições de oferecer ao mundo uma solução chinesa para a busca da humanidade por instituições sociais melhores”. E os mares são parte crucial nessa visão de mundo...

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